terça-feira, 25 de novembro de 2025

Resenha crítica de A Estrela, de H.G. Wells

​Para o pensador, a estrela não era apenas um espetáculo de luz no céu, mas a aproximação matemática do fim.

Ele a olhou como se encara nos olhos um inimigo valente. “Você pode me matar”, disse, após um silêncio. “Mas posso conter você — e todo o universo, aliás — no aperto deste pequeno cérebro. Eu não trocaria isso. Mesmo agora.”

Ao dizer "eu ainda posso te analisar", o personagem de Wells reivindica a única vitória possível diante do inevitável: a consciência.

A Psicologia das Massas
Negação e Caos
​Wells é magistral ao descrever a reação humana em estágios, o que dialoga muito com a psicologia social moderna:

A Curiosidade Estética
Inicialmente, a estrela é vista como uma novidade bonita. As pessoas a admiram sem compreender o perigo.

A Negação Racionalizada
Mesmo quando os cientistas alertam, a rotina continua. O trabalhador vai à fábrica, o rico ao teatro. A normalidade é uma armadura psicológica contra o impensável.
​O Despertar Brutal: Quando a temperatura sobe e os oceanos recuam para formar tsunamis, a civilização colapsa instantaneamente. A ordem social é varrida não pela política, mas pela natureza.

sábado, 26 de novembro de 2016

Era Castro

"Cuba é uma "coisa" de Fidel. Ele é seu dono, à maneira de um proprietário de terras do século XIX. Como se tivesse transformado e aumentado a hacienda de seu pai para fazer de Cuba uma única hacienda de 11 milhões de pessoas. Ele dispõe de mão de obra nacional do jeito que quer. Quando a universidade de medicina forma médicos, por exemplo, não é para que eles exerçam livremente a profissão. É para que se tornem "missionários" enviados às favelas da África, da Venezuela ou do Brasil, conforme a política internacionalista concebida, decidida e imposta pelo chefe de Estado."
Juan Reinaldo Sánchez, atleta de alto nível, com treinamento militar, e acadêmico, se dedicou inteiramente à causa da Revolução. Em 1977, passou a integrar a equipe de segurança pessoal de Fidel Castro. Ele acompanhou intensamente a vida do líder máximo durante os dezessete anos seguintes, registrando diariamente todos os detalhes de suas ações. Escreveu este livro com Axel Gyldén, repórter da revista francesa L'Express e autor de Le Roman de Rio (2007).

#ditadurasocialista #Fidelmorreu #Cuba

Luciana Figueiredo


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Concursados se preocupam com vocações?

Destaco aqui um trecho do livro do Bruno Garschagen, palavras importantes sobre o cenário estatal brasileiro.
"O lado negativo era a diminuição do já pequeno espaço de mobilidade social por causa da preservação do statu quo. A saída para aqueles que estavam fora do sistema econômico da época, desde os marginais até os filhos dos aristocratas falidos, era a burocracia estatal. Joaquim Nabuco foi certeiro: o emprego público era a "vocação de todos". Nos Estados Unidos, onde havia oportunidades de prosperar no mercado privado, o emprego público era malvisto pela população como economicamente desvantajoso.
No Brasil, além de conferir certo prestígio, a opção pelo emprego público criava "uma situação contraditória em que o Estado dependia, para sua manutenção, do apoio e das rendas geradas pela grande agricultura escravista de exportação, mas, ao mesmo tempo, tornava-se o refúgio para os elementos dinâmicos que não encontravam espaço de atuação dentro dessa agricultura". Isso acontece até hoje, mas numa escala maior e sem as restrições de mercado e de escolhas daquele período.
Na época em que fiz faculdade de direito (1997 a 2001), o curso já era pré-vestibular para concurso público. No dia em que algum colega chegava com um famoso jornal de divulgação de concursos públicos debaixo do braço, era um deus nos acuda. A maioria esmagadora dos meus colegas estava ali para treinar para as provas e pegar o diploma, que garantia o acesso a cargos com vencimentos mais altos e os diversos privilégios que o serviço público oferece com o dinheiro dos impostos tirados da iniciativa privada. Da mesma forma como acontecia no século XIX, só que hoje com uma carga tributária muito mais elevada."

Bruno Garschagen, em Pare de acreditar no governo - Por que os brasileiros não confiam nos políticos e amam o Estado, p. 99; 1. ed. - Rio de Janeiro: Record, 2015.

domingo, 16 de outubro de 2016

Há, de fato, mais feiura do que arte.

Excelente iluminação! Que olhar expressivo da pequenina! Bochechas rosadas lindas... Uau, George Dunlop Leslie! 
Quando observo qualquer produção humana, procuro ver se o artista valorizou sua obra, dedicou-se a ela e qual é a mensagem que me passa. Nos dias de hoje, percebo um abandono desenfreado de quem se diz artista e a relação que ele diz ter com suas obras. Há, de fato, mais feiura do que arte. Recomendo a leitura dos textos do Sir. Roger Scruton. Vale a pena! 



Por Luciana Figueiredo

Você confia dinheiro em que bolso? No seu? Ou no da burocracia governista?

O Estado brasileiro é tão desviado de suas reais e nobres funções que chega a ser ridículo, monstruoso e motivo de chacota nacional. Quem defende privilégios como direitos gosta da mamata. É o mesmo que assinar um atestado de incapacidades intelectual e prática para empreender, ser criativo e/ou realizar sonhos por conquista veementemente pessoal. É a defesa da inércia. Da preguiça. Do comodismo. É ter fé em político (risos). Também é uma amostra de que muita gente acredita que a natureza humana é totalmente bondosa, constante e que evolui para as coisas certas (lamento, mas isso é sandice!).
Eu sinto muito. Mas a República do Brasil criou privilégios às custas do sacrifício do povão e este mesmo povão acredita religiosamente que foi presenteado pelo Papai Noel de 88. Todos nós pagamos pela nossa própria irresponsabilidade civil em acreditar no Governo e estamos endividados. Pare de falar contra a iniciativa privada. Você confia dinheiro em que bolso? No seu? Ou no da burocracia governista? Você se acha tão irresponsável que tem fé em político para fazer as coisas em seu lugar? Saia da casa do papai governo e cresça.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Torturados por amor

Vamos falar de Richard Wurmbrand, um playboy que se tornou pregador e que esteve preso durante 14 anos em cadeias comunistas?
Em seu livro "Tortured for Christ", edição de 1976, uma publicação da "Voz dos Mártires", disse:
"Existe um vazio no coração dos comunistas, que só poderá ser preenchido por Cristo."
"Cristãos - ridicularizados e torturados pelos comunistas - já esqueceram e perdoaram o que lhes foi feito pessoalmente e a seus familiares. Fazem o possível para ajudá-los  a vencer a crise e encontrar o caminho para Cristo. Para este trabalho necessitam de nossa ajuda."
"Tenho visto o envenenamento de crianças e jovens com o ateísmo, e as Igrejas Oficiais sem terem a mais leve possibilidade de neutralizá-lo."
"Vendo tudo isso, odiei o Comunismo como não o havia odiado sob suas torturas."
"Odiei-o não por causa do que me fizeram, mas por causa do mal que faz à Glória de Deus, ao nome de Jesus Cristo e às almas de um bilhão de homens sob seu domínio."
"Camponeses vieram de todo país para ver-me e disseram-me como estava sendo conduzida a coletivização. Agora eram escravos famintos nas fazendas e vinhedos que antes lhes pertenceram. Não tinham pão. Seus filhos não tinham leite nem frutas, quando este país dispõe de riquezas naturais que se igualam às da Canaã antiga".
"O pecado deve ser chamado pelo seu próprio nome. O Comunismo é o pecado mais perigoso do mundo hodierno. Todo Evangelho que não o denuncia, não é o puro Evangelho. A Igreja Subterrânea denuncia-o com o risco de sua liberdade e sua vida. Muito menos temos de nos silenciar no Ocidente."
"O Comunismo não faz ninguém feliz, nem mesmo os seus ditadores. Eles necessitam de Cristo."
"O Comunismo, porém, é no presente o maior e o mais perigoso adversário do Cristianismo. Contra ele, temos que nos unir."
"Um ministro foi jogado em minha cela. Estava quase morto. O sangue escorria-lhe da face e do corpo. Havia sido espancado horrivelmente. Nós o lavamos. Alguns prisioneiros amaldiçoavam os comunistas. Gemendo, ele dizia: "Por favor, não os amaldiçoem! Conservem-se calados! Desejo orar por eles."

Li esse livro na minha adolescência. Quando alguém fala de seu testemunho, sei que é baseado no milagre do amor.

Por Luciana Figueiredo


quarta-feira, 20 de abril de 2016

O fim das conveniências sociais absolutamente claro

Há um objetivo ideológico escancarado em nosso tempo: invadir a vida privada, principalmente para negar a possibilidade de um comportamento contido.
Há uma propaganda subversiva que relativiza a definição de virtude.  Em Nossa Cultura... ou o Que Restou Dela, o médico psiquiatra, Theodore Dalrymple disse:

"Segundo essa lógica maliciosa, se cada pessoa que visa defender a virtude for pega com as mãos sujas (quem de nós não as teria?), ou se fosse descoberto que ela se entregou em algum momento de sua vida a um vício que se opõe à virtude defendida por ela, então, a virtude, em si mesma, será exposta como nada mais do que pura hipocrisia; por consequência, poderemos nos comportar exatamente como bem entendermos. A atual falta de compreensão religiosa sobre a condição humana - que o homem é uma criatura caída para o qual a virtude é necessária, embora nunca completamente alcançável - representa uma perda, não um ganho, para uma verdadeira sofisticação da vida. Seu substituto secular - a crença na perfeição da vida na Terra por meio da extensão sem limites do leque dos prazeres - não é apenas imaturo por comparação, mas muito menos realista em sua compreensão da natureza humana." Theodore Dalrymple

A jornada irreflexiva humana sobre a natureza do ser e suas deformações naturais, uma cosmovisão de antinomianismo, tem trazido muitos males para a nossa era pelo fim da polidez.

Luciana Figueirêdo