terça-feira, 25 de novembro de 2025

Resenha crítica de A Estrela, de H.G. Wells

​Para o pensador, a estrela não era apenas um espetáculo de luz no céu, mas a aproximação matemática do fim.

Ele a olhou como se encara nos olhos um inimigo valente. “Você pode me matar”, disse, após um silêncio. “Mas posso conter você — e todo o universo, aliás — no aperto deste pequeno cérebro. Eu não trocaria isso. Mesmo agora.”

Ao dizer "eu ainda posso te analisar", o personagem de Wells reivindica a única vitória possível diante do inevitável: a consciência.

A Psicologia das Massas
Negação e Caos
​Wells é magistral ao descrever a reação humana em estágios, o que dialoga muito com a psicologia social moderna:

A Curiosidade Estética
Inicialmente, a estrela é vista como uma novidade bonita. As pessoas a admiram sem compreender o perigo.

A Negação Racionalizada
Mesmo quando os cientistas alertam, a rotina continua. O trabalhador vai à fábrica, o rico ao teatro. A normalidade é uma armadura psicológica contra o impensável.
​O Despertar Brutal: Quando a temperatura sobe e os oceanos recuam para formar tsunamis, a civilização colapsa instantaneamente. A ordem social é varrida não pela política, mas pela natureza.

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