domingo, 20 de março de 2016

Teologia da Missão Integral

Os líderes que abordam a TMI parecem ter uma autoidolatria por defender a tal justiça social. Você sabia que uma pessoa pode estar em pecado de idolatria por si mesma pelo fato de mostrar-se piedosa com os pobres? Pense nisso. Parece-me uma busca de redenção pessoal. Dividem as pessoas em classes e escolhem ficar do lado dos necessitados e oprimidos. Pode ser um culto a si mesmo.

O que a cobiça humana tem a ver com a Teologia da Libertação (ou, para os evangélicos, Teologia da Missão Integral)? O discurso enfeitado de humildade e boas obras pode denunciar um apetite voraz por um ídolo: a autoimagem. Isso é bem comprometido com a inveja e o "sentir-se útil e reconhecido". Eita!

A Teologia da Missão Integral (essa que é irmã gêmea da Teologia da Libertação) é uma vergonha. Só falta defender que negros, mulheres e pobres entrarão no céu por meio de cotas do socialismo cristão.

Não concordar com a TMI tem sido constrangedor para os conservadores cristãos. Não consigo ver conservadores odiando pobres e "oprimidos" como as pessoas da TMI veem. Pelo contrário, vejo que os tradicionais se preocupam com a mensagem do Evangelho, pois confiam que Deus muda a mente do homem e isso afetará sua vida social, sua autoimagem e seu compromisso com a família, o trabalho e dinâmica social. 

Por Luciana Figueirêdo 


terça-feira, 8 de março de 2016

Não quero mais acordar assim

Há uma música muito forte e que possui uma composição bem afiada: Não Quero Mais Acordar Assim - do Fruto Sagrado. Compartilho um verso da letra porque também é um pouco de mim.

 "Me sentindo só, me sentindo pó, ..." 


Em Use Somebody, Caleb Followill, da banda Kings Of Leon, compôs um trecho bem interessante:

I've been roaming around
Always looking down at all I see
Painted faces, fill the places I can't reach
You know that I could use somebody.

O que precisamos, de fato? Sermos aceitos e amados. O Amor é honesto, é leal, é fiel, é bom e é imenso. A sensação que tenho e que desejo mimeticamente é entranhá-lo em mim, uma ardente necessidade de que tome-me como em um molde pleno. É sede, é fome. Fome de quê? De Amor. Estás ferido? Amou errado. Eu sei... Há tempo para tudo e não há nada de novo debaixo do Sol.

Por Luciana Figueirêdo



segunda-feira, 7 de março de 2016

Névoa

Quantas pessoas já viveram intensamente em sua vida e, de repente, tudo não passou de um bizarro encontro de gente que, na verdade, nunca, nunca e nunca tiveram legítimo afeto, lealdade e fidelidade? A vida como ela é...

Com o tempo, as pessoas que querem viver intensamente em sua vida representam uma percentagem bem inferior à multidão que somente quer sua "amizade" se você oferecer algo físico (carro, casa/apto legal, um bom emprego, beleza, festas, viagens e etc.). Hoje, sinônimo de amizade interessante é ter amigos que lhe dão algum status social ou sejam atraentes para seu mimetismo fútil infernal. Eu olho em minha volta e percebo que essa multidão é rala, turva e feita de areia da praia. Não sustenta-se e não aguenta ninguém de verdade. É como se você passasse pelas pessoas como se fosse uma névoa... só isso. Só isso.

"Lutamos para ganhar o que não podemos levar conosco. 
É nossa natureza." Cientista David Brewster 
Assassin's Creed - Syndicate

Eu sou uma mente inquieta. "On the look-out!"

"Ao olhar à nossa volta, a maior parte de nós descobre que, longe de sermos o número um, estamos perdidos na multidão. Em tudo o que importa para nós, há sempre alguém que parece ser melhor, no plano da beleza, no da inteligência, no da saúde, e - o mais espantoso hoje em dia - no da magreza. Ainda que trocássemos os desconstrucionistas pelos místicos orientais, não teríamos a paz que procuramos. Os ocidentais são sempre obrigados a agir e, quando já não imitam os heróis e os santos, são atraídos para o círculo infernal da futilidade mimética. Mesmo nesse nível, sobretudo nesse nível, o estatuto do número um não pode ser atingido senão mediante um duro trabalho para triunfar sobre a concorrência." René Girard

Por Luciana Figueirêdo


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sobre Camille Paglia, ensaísta, crítica e feminista clássica no Roda Viva

Toda a sua lucidez esteve presente na entrevista quando destacou e reconheceu que a sociedade ocidental judaico-cristã foi quem deu a ela a liberdade vigiada para ela ser ateia, feminista clássica, ensaísta e crítica, ter dinheiro, bens, educação, saúde, e não ser presa, torturada e morta por um regime totalitarista e decadente como foi em Roma. Houve lucidez ao reconhecer o fracasso do feminismo em sua burrice atual, inclusive falou negativamente do "feminismo acadêmico" (que é alheio à biologia, história dos povos e sociedades, lógica e realidade humana). Infelizmente, ela tem um discurso esquerdista, tem uma visão deturpada da figura da mulher e da pornografia (embora eu entenda que o "puritanismo hipócrita" deu a lenha e o fogo para a porneia, levando muitos a experimentar uma libertação para as fantasias do ego). Reconheceu padrões judaico-cristãos como importantes lacunas para o ocidente, no entanto, estragou de vez a entrevista ao elogiar Angela Merkel e Dilma Rousseff como figuras excelentes do carisma político. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é, mulher? Outros detalhes, não comentarei aqui.

Por Luciana Figueirêdo

sábado, 9 de janeiro de 2016

Ó mar, por que não apagas?

Apesar de ter sempre ouvido outros falarem bem de Castro Alves, somente através de uma querida escritora, Dra. Norma Braga (numa dessas postagens que ela recomenda inúmeros livros massa), que conheci Espumas Flutuantes e, consequentemente, O Navio Negreiro. Minha vida tem sido muito influenciada por bons escritores que indicam outros bons escritores (Bruno Garschagen e Rodrigo Gurgel são alguns deles). E assim, vou comprando livros clássicos e aumentando minha visão de mundo. 
Em uma de minhas viagens à Barra de Camaratuba (PB), visitei a Biblioteca do Surfista, que fica na casa de uma de minhas irmãs, um projeto solidário de leitura para a comunidade local e que complementa a Escola de Surf para crianças. Foi mexendo nos livros que encontrei o poema. Sabe quando você mata sua curiosidade sobre o que escreveu determinado autor? 

Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
                                                                            Castro Alves, em O Navio Negreiro


De lá pra cá, depois de lê-lo, Castro Alves parece ter feito um enorme esforço para mergulhar, como se fosse um testemunho da humilhação imposta aos antigos negros do Brasil. No entanto, mais de 100 anos após a Abolição da Escravatura, o tom castriano foi tratado pela Priscila Figueiredo de forma abstrata dos problemas atuais do Brasil. Ela organizou um livro com duas poesias: O navio Negreiro, de Heinrich Heine, e O Navio Negreiro, de Castro Alves. No final do livro, a organizadora usa seu tom pessoal de marxismo cultural para comparar navios negreiros com as prisões em que a "população afrodescendente" é carcerária. Além de atacar o capitalismo, fez um paralelo desonesto com a realidade a partir de sua utopia. Hoje em dia, vemos um racismo às avessas. As pessoas, independentemente de cor, religião, classe social, são criminosas porque ESCOLHEM praticar um crime. Então, Priscila Figueiredo também escolheu estragar a publicação com a sua teoria de vitimização rousseauniana. 

Quer saber mais sobre o assunto? Leia o artigo de meu querido Paulo Cruz, em https://esperandoasmusas.wordpress.com/2015/07/07/preto-parado-e-suspeito-correndo-e-ladrao/ 

Abraço fraterno,

Luciana Figueirêdo 


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Nobe

Antes de ler o texto que escrevi, leia três vezes o Salmo 52 e 1 Samuel 22.

Doegue é como aqueles escravos babões de um rei. As Escrituras diagnosticam o pecado como uma deformidade universal da natureza humana. A jactância e a iniquidade de Doegue levaram-no a ser uma pessoa capaz de gloriar-se de sua maldade. Quando Davi disse que a bondade de Deus dura para sempre, delatou que a natureza humana, em contraste com a do Criador, é maldosa, limitada para a bondade e iníqua para o bem.

Doegue usou o poder da língua para urdir planos de destruição quando falou que Davi e o sumo sacerdote Aimeleque estiveram juntos e consultaram ao Senhor. Aimeleque lhes fez provisões e lhe deu a espada de Golias, o filisteu.

O rei Saul é do tipo de pessoa que acha que estão sempre conspirando contra ele. Ele roga, para si, um vitimismo autoritário. 

Resultado, Saul ordenou, de forma maligna e irracional, a matança de 85 homens, sacerdotes de Aimeleque, recusada por seus soldados, no entanto, aceita e executada por Doegue. E não pararam com os atos vingativos!

Nobe era uma cidade ao nordeste de Jerusalém (Isaías 10:32), provavelmente uns 4 Km. Era uma cidade com muitas famílias, atividades agropecuárias e terra natal dos sacerdotes cruelmente mortos por Doegue. Saul ordenou também a chacina total dos homens, mulheres, meninos, crianças de peito, bois, jumentos e ovelhas de Nobe. A execução por parte dos soldados de Saul me fez lembrar da mentalidade de Adolf Otto Eichmann (Solingen19 de março de 1906 — Ramla1 de junho de 1962), que foi julgado em Jerusalém por ter participado do nazismo como executor-chefe que liderou a logística dos extermínio de milhões de judeus. Foi nesse julgamento que a filósofa Hannah Arendt percebeu a monstruosidade da natureza humana e como ela é capaz de banalizar o mal. 

Pascal Bernardin, em Maquiavel Pedagogo, lembrou do que disse Lênin: "É preciso [...] estar disposto a todos os sacrifícios e, inclusive, empregar - em caso de necessidade - todos os estratagemas, ardis e processos ilegais, silenciar e ocultar a verdade". 

Davi confiou em Deus para combater seus inimigos e Saul foi derrotado. E o tal Doegue? Como terminou? Leia:

Tu amas mais o mal do que o bem, e a mentira mais do que o falar a retidão. 

Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta.
Também Deus te destruirá para sempre; arrebatar-te-á e arrancar-te-á da tua habitação, e desarraigar-te-á da terra dos viventes. 
E os justos o verão, e temerão: e se rirão dele, dizendo:
Eis aqui o homem que não pôs em Deus a sua fortaleza, antes confiou na abundância das suas riquezas, e se fortaleceu na sua maldade.




O mal terá seu fim quando Aslam voltar!

Por Luciana Figueirêdo 


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Deus se interessa por beleza

"Vá aos Alpes e observe as montanhas cobertas de neve. Não há como contestar. Deus se interessa por beleza. Ele fez as pessoas para serem belas e a beleza tem seu lugar na adoração a Deus." Francis Schaeffer, em A Arte e a Bíblia, Editora Ultimato.

Engelberg – “Angel Mountain” – it’s heavenly.
Engelberg is a municipality in the canton of Obwalden in Switzerland. It has a population of c. 3,500.