terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Sobre Camille Paglia, ensaísta, crítica e feminista clássica no Roda Viva

Toda a sua lucidez esteve presente na entrevista quando destacou e reconheceu que a sociedade ocidental judaico-cristã foi quem deu a ela a liberdade vigiada para ela ser ateia, feminista clássica, ensaísta e crítica, ter dinheiro, bens, educação, saúde, e não ser presa, torturada e morta por um regime totalitarista e decadente como foi em Roma. Houve lucidez ao reconhecer o fracasso do feminismo em sua burrice atual, inclusive falou negativamente do "feminismo acadêmico" (que é alheio à biologia, história dos povos e sociedades, lógica e realidade humana). Infelizmente, ela tem um discurso esquerdista, tem uma visão deturpada da figura da mulher e da pornografia (embora eu entenda que o "puritanismo hipócrita" deu a lenha e o fogo para a porneia, levando muitos a experimentar uma libertação para as fantasias do ego). Reconheceu padrões judaico-cristãos como importantes lacunas para o ocidente, no entanto, estragou de vez a entrevista ao elogiar Angela Merkel e Dilma Rousseff como figuras excelentes do carisma político. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é, mulher? Outros detalhes, não comentarei aqui.

Por Luciana Figueirêdo

sábado, 9 de janeiro de 2016

Ó mar, por que não apagas?

Apesar de ter sempre ouvido outros falarem bem de Castro Alves, somente através de uma querida escritora, Dra. Norma Braga (numa dessas postagens que ela recomenda inúmeros livros massa), que conheci Espumas Flutuantes e, consequentemente, O Navio Negreiro. Minha vida tem sido muito influenciada por bons escritores que indicam outros bons escritores (Bruno Garschagen e Rodrigo Gurgel são alguns deles). E assim, vou comprando livros clássicos e aumentando minha visão de mundo. 
Em uma de minhas viagens à Barra de Camaratuba (PB), visitei a Biblioteca do Surfista, que fica na casa de uma de minhas irmãs, um projeto solidário de leitura para a comunidade local e que complementa a Escola de Surf para crianças. Foi mexendo nos livros que encontrei o poema. Sabe quando você mata sua curiosidade sobre o que escreveu determinado autor? 

Era um sonho dantesco... O tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
                                                                            Castro Alves, em O Navio Negreiro


De lá pra cá, depois de lê-lo, Castro Alves parece ter feito um enorme esforço para mergulhar, como se fosse um testemunho da humilhação imposta aos antigos negros do Brasil. No entanto, mais de 100 anos após a Abolição da Escravatura, o tom castriano foi tratado pela Priscila Figueiredo de forma abstrata dos problemas atuais do Brasil. Ela organizou um livro com duas poesias: O navio Negreiro, de Heinrich Heine, e O Navio Negreiro, de Castro Alves. No final do livro, a organizadora usa seu tom pessoal de marxismo cultural para comparar navios negreiros com as prisões em que a "população afrodescendente" é carcerária. Além de atacar o capitalismo, fez um paralelo desonesto com a realidade a partir de sua utopia. Hoje em dia, vemos um racismo às avessas. As pessoas, independentemente de cor, religião, classe social, são criminosas porque ESCOLHEM praticar um crime. Então, Priscila Figueiredo também escolheu estragar a publicação com a sua teoria de vitimização rousseauniana. 

Quer saber mais sobre o assunto? Leia o artigo de meu querido Paulo Cruz, em https://esperandoasmusas.wordpress.com/2015/07/07/preto-parado-e-suspeito-correndo-e-ladrao/ 

Abraço fraterno,

Luciana Figueirêdo 


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Nobe

Antes de ler o texto que escrevi, leia três vezes o Salmo 52 e 1 Samuel 22.

Doegue é como aqueles escravos babões de um rei. As Escrituras diagnosticam o pecado como uma deformidade universal da natureza humana. A jactância e a iniquidade de Doegue levaram-no a ser uma pessoa capaz de gloriar-se de sua maldade. Quando Davi disse que a bondade de Deus dura para sempre, delatou que a natureza humana, em contraste com a do Criador, é maldosa, limitada para a bondade e iníqua para o bem.

Doegue usou o poder da língua para urdir planos de destruição quando falou que Davi e o sumo sacerdote Aimeleque estiveram juntos e consultaram ao Senhor. Aimeleque lhes fez provisões e lhe deu a espada de Golias, o filisteu.

O rei Saul é do tipo de pessoa que acha que estão sempre conspirando contra ele. Ele roga, para si, um vitimismo autoritário. 

Resultado, Saul ordenou, de forma maligna e irracional, a matança de 85 homens, sacerdotes de Aimeleque, recusada por seus soldados, no entanto, aceita e executada por Doegue. E não pararam com os atos vingativos!

Nobe era uma cidade ao nordeste de Jerusalém (Isaías 10:32), provavelmente uns 4 Km. Era uma cidade com muitas famílias, atividades agropecuárias e terra natal dos sacerdotes cruelmente mortos por Doegue. Saul ordenou também a chacina total dos homens, mulheres, meninos, crianças de peito, bois, jumentos e ovelhas de Nobe. A execução por parte dos soldados de Saul me fez lembrar da mentalidade de Adolf Otto Eichmann (Solingen19 de março de 1906 — Ramla1 de junho de 1962), que foi julgado em Jerusalém por ter participado do nazismo como executor-chefe que liderou a logística dos extermínio de milhões de judeus. Foi nesse julgamento que a filósofa Hannah Arendt percebeu a monstruosidade da natureza humana e como ela é capaz de banalizar o mal. 

Pascal Bernardin, em Maquiavel Pedagogo, lembrou do que disse Lênin: "É preciso [...] estar disposto a todos os sacrifícios e, inclusive, empregar - em caso de necessidade - todos os estratagemas, ardis e processos ilegais, silenciar e ocultar a verdade". 

Davi confiou em Deus para combater seus inimigos e Saul foi derrotado. E o tal Doegue? Como terminou? Leia:

Tu amas mais o mal do que o bem, e a mentira mais do que o falar a retidão. 

Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta.
Também Deus te destruirá para sempre; arrebatar-te-á e arrancar-te-á da tua habitação, e desarraigar-te-á da terra dos viventes. 
E os justos o verão, e temerão: e se rirão dele, dizendo:
Eis aqui o homem que não pôs em Deus a sua fortaleza, antes confiou na abundância das suas riquezas, e se fortaleceu na sua maldade.




O mal terá seu fim quando Aslam voltar!

Por Luciana Figueirêdo 


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Deus se interessa por beleza

"Vá aos Alpes e observe as montanhas cobertas de neve. Não há como contestar. Deus se interessa por beleza. Ele fez as pessoas para serem belas e a beleza tem seu lugar na adoração a Deus." Francis Schaeffer, em A Arte e a Bíblia, Editora Ultimato.

Engelberg – “Angel Mountain” – it’s heavenly.
Engelberg is a municipality in the canton of Obwalden in Switzerland. It has a population of c. 3,500.

sábado, 28 de novembro de 2015

Para sempre Alice

O que eu sei sobre o Mal de Alzheimer não é muito. Sei que minha avó, Dona Lucemar Figueirêdo, não lembra mais de mim nem de meu nome, mas me chama de "uma moça muito bonita" e repete sempre isso quando a vejo (ou, pelos menos, repetia). Lembro de tantas coisas que fizemos juntas! Ela sempre me protegia. Fazia um café delicioso... Acho que é por isso que eu amo cafeterias. Confesso que nunca mais a visitei e não vou dizer que isso é muito fácil para mim. Eu irei visitá-la nesses dias. 

Em Para sempre Alice (filme), Julianne Moore interpretou Alice de forma brilhante e sensível. Alice é como aquelas pessoas que acreditam estar sempre no controle de tudo por se sentir segura em sua vida intelectual. Uma professora acadêmica e pesquisadora, conhecida como "a memória mais afiada de Harvard", Alice foi surpreendida pela doença degenerativa. O marido foi cuidadosamente interpretado por Alec Baldwin, um homem de um olhar atencioso e responsável. Sua atuação foi preciosa.

Imagine acordar e não lembrar de como escovar os dentes ou falar o nome de alguém que ama? Difícil imaginar! Julianne Moore tem uma forma de olhar que a difere de muitas atrizes. É envolvente e convidativo. 

Por Luciana Figueirêdo

Gênero: Drama
Direção: Richard Glatzer, Wash Westmoreland
Roteiro: Richard Glatzer, Wash Westmoreland
Elenco: Alec Baldwin, Cali T. Rossen, Cat Lynch, Daniel Gerroll, Eha Urbsalu, Erin Darke, Hunter Parrish, Julianne Moore, Kate Bosworth, Kristen Stewart, Orlagh Cassidy, Rosa Arredondo, Seth Gilliam, Shane McRae, Stephen Kunken, Victoria Cartagena
Produção: James Brown, Lex Lutzus, Pamela Koffler
Fotografia: Denis Lenoir
Montador: Nicolas Chaudeurge
Trilha Sonora: Ilan Eshkeri
Duração: 101 min.
Ano: 2014
País: Estados Unidos
Cor: Colorido
Estreia: 12/03/2015 (Brasil)
Distribuidora: Diamond Filmes
Estúdio: Backup Media / Big Indie Pictures / Killer Films

Informação complementar: Baseado no romance de Lisa Genova


Se dizemos que amamos Aquele que Ama, amamos o que Aquele que Ama fez

Em Poluição e a Morte do Homem, meu amigo Francis Schaeffer disse: "A morte da "alegria" na natureza está conduzindo à própria morte da natureza." Se não podemos resolver os problemas ecológicos, vamos perecer. A nossa sociedade jamais faria isso se tivesse a cosmovisão da Teologia Criacional. O homem é mais que a grama. E é por isso mesmo que sua missão é cuidar da Criação. Não é o Panteísmo nem o Cristianismo pobre/moderno que tem a solução. 

Francis Schaeffer sempre será lembrando como um dos gigantes do século 20. Sobre a poluição e a morte do homem, disse que nós devemos usar a natureza, mas não como se ela fosse nada em si própria. Em Romanos 8. 19 - 23, Paulo diz que a natureza também será redimida junto com o homem. Ao homem foi determinado o domínio sobre a natureza, mas não é soberano sobre as ordens inferiores da criação (Gn 1.28). Somente Deus é Soberano e o verdadeiro Possuidor do Universo. O homem solicita e usa o animal, a planta e a máquina. O animal come a planta e/ou outros animais. A planta utiliza a porção mecânica do Universo criado. Cada coisa na Criação de Deus utiliza a coisa que Deus fez abaixo dela. 

Por causa da Queda, o homem caído de seu estado original abusa desse domínio e prostitui-se em tirania, desprezando a mulher e a natureza. Quer seja a pressa de tentar remendar as coisas ou a própria ganância, a depravação humana acaba devorando a natureza. Se dizemos que amamos Aquele que Ama, amamos o que Aquele que Ama fez. 

Por Luciana Figueirêdo


O rio Doce é um rio brasileiro da Região Sudeste do país, que banha os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Com cerca de 853 km de extensão, seu curso representa a mais importante bacia hidrográfica totalmente incluída na Região Sudeste.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Gotham - 1ª temporada

Gotham (pré-Batman) é um lugar sinistro e sombrio. O belo, o bom e o verdadeiro foram amputados da visão de mundo em que vive cada personagem asqueroso. A sede de ser mau saltita das almas de Gotham. A revolução é violenta e é uma extensão do pensamento da elite: facções, políticos e empresários corruptos. A lascívia escancarada é um hábito. As esferas sujas poderosas exibem sua depravação. Apenas alguns lutam contra a cultura e contra o controle mafioso da cidade. O Pinguim, interpretado brilhantemente por Robin Lor Taylor, é um excelente conspirador (joga de muitos lados). A figura central de Gotham, o detetive James Gordon (Ben Mckenzie), é uma espécie de Batman, sem a fantasia. Gordon aparece como uma luz no fim do túnel para combater o veneno que corrompeu até seu departamento policial. E pode acreditar: também vivemos em Gotham! Quem é você em Gotham? Assista.

“Não há justo, nem um sequer; não há quem entenda, não há quem busque a Deus.” 
(Romanos 3:10, 11)

Ficha Técnica
Gotham – 1ª Temporada – 2014/2015 (EUA)
Duração: 22 episódios
Gênero: Drama/Policial
Criador: Bruno Heller
Elenco: Ben Mckenzie, Donal Logue, David Mazouz, Sean Pertwee, Erin Richards, Robin Lord Taylor, Cory Michael Smith, Jada Pinkett Smith, John Doman, David Zayas, Camren Bicondova, Clare Foley, Morena Baccarin




Por Luciana Figueirêdo